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Iuschenko apresenta-se como vítima da "cozinha política" da Ucrânia

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Iuschenko apresenta-se como vítima da "cozinha política" da Ucrânia

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A imagem do candidato mudou radicalmente depois da alegada tentativa de homicídio com comida envenenada, em Setembro. Em três meses ficou desfigurado.

O candidato presidencial afirma ter sido envenenado durante um jantar com o responsável pelos serviços secretos ucranianos, a 5 de Setembro. Cinco dias depois deu entrada na clínica austríaca em Viena, a Rudolfinerhaus. Foi quando a polémica começou. Os dirigentes da clínica, conhecida pela discrição com que envolve os doentes, não defendeu a tese de envenenamento. Iuschenko esteve internado oito dias. O governo ucraniano desmarca-se das acusações de tentativa de homicídio. Entretanto os médicos da clínica dizem-se vítimas de chantagem por parte dos homens de Iuschenko, que querem um relatório médico com uma clara indicação de envenenamento. A polémica obrigou a uma inabitual conferência de imprensa por parte do presidente do Rudolfinerhaus: “Teoricamente uma má refeição pode provocar este tipo de indisposição mas a clínica não encontrou nada que indique um envenenamento, daí que essa hipótese esteja excluída”. O relatório redigido pelos clínicos austríacos, já sob pressão, fala numa pancreatite aguda, uma úlcera no estômago e em paralisia facial, provavelmente causada por uma infecção viral severa ou por químicos que normalmente não se encontram nos alimentos. Os sintomas que Iuschenko apresenta coincidem com os de uma contaminação por dioxinas, que provoca, entre outras coisas, a cloracne, desfigurando a pele. Há quem avance com uma contaminação, se é que ela existe, à base do agente laranja, um herbicida usado na segunda guerra, que causa a queda das folhas das árvores e em contacto com o organismo humano dermatoses variadas.