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Metade dos palestinianos vive abaixo do limiar da pobreza

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Metade dos palestinianos vive abaixo do limiar da pobreza

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O problema da Palestina, que está a preocupar a comunidade internacional, não é apenas político. É também económico.

A morte de Yasser Arafat fez o mundo lançar um novo olhar sobre esta região do globo. A economia degradou-se muito desde o início da segunda Intifada, em 2000. Em cinco anos, o PIB anual per capita baixou drasticamente, dos mais de 1100 para os 715 euros. O desemprego e a pobreza mais do que duplicaram. A paz, que todos parecem querer ver implantada na região, mas que tarda em aparecer, é vista como uma condição fundamental para a reabilitação desta economia. Israel, com a imposição de medidas muito contestadas, é o principal responsável pela situação, diz John Wetter, economista do Banco Mundial, para quem “o aumento da pobreza e do desemprego é o resultado de uma contracção da economia, causada sobretudo pela imposição de barreiras e de recolheres obrigatórios no território palestiniano”. O levantamento das barreiras impostas por Israel e uma maior liberdade de movimento nos territórios palestinianos são vistos como a chave para o desenvolvimento da economia local. A comunidade internacional pede esforços a ambos os lados, Israel e Autoridade Palestiniana, para que se chegue a novos acordos que tragam a paz e possam abrir caminho à prosperidade.