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FMI preocupado com novos recordes do euro

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FMI preocupado com novos recordes do euro

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Mais um dia, mais um recorde histórico para o euro. O Fundo Monetário Internacional (FMI) foi a mais recente instituição financeira a mostrar preocupação com esta tendência. O director do FMI, Rodrigo Rato, disse, em Madrid, aquilo que vários actores da economia internacional, incluindo o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, já tinham dito: que a subida do euro é prejudicial para a economia da zona euro.

Também o ministro francês da Economia e Finanças, Nicolas Sarkozy, exortou os Estados Unidos a controlrem os défices e evitarem, assim, uma queda maior do dólar. Uma cotação demasiado alta do euro prejudica as exportações da Eurozona. Prejudicado fica também o turismo dos Doze. Quem vem dos Estados Unidos e de outros países onde o dólar é a referência, compra agora menos produtos pelo mesmo dinheiro. Uma turista norte-americana diz que “vem à Europa todos os anos e antes comprava bastantes produtos, mas agora compra menos, porque está tudo muito mais caro”. Esta quinta-feira, a moeda única europeia ultrapassou, pela primeira vez na história, a marca de 1,32 dólares. Foi o terceiro dia consecutivo em que o euro atingiu recordes face à moeda norte-americana. Vários analistas prevêem que a moeda europeia possa atingir 1,35 dólares antes do final do ano.