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Ancara exige início das negociações para reconhecer Chipre


A redação de Bruxelas

Ancara exige início das negociações para reconhecer Chipre

A Turquia só reconhecerá a República de Chipre após a abertura das negociações de adesão do país à Europa. Esta é a reacção de Abdullah Gul ao esboço preparado pela presidência holandesa da União. No texto, ao qual a agência Reuters teve acesso, são impostas condições rígidas a Ancara, para começar a negociar.

O chefe da diplomacia de Ancara já afirmou repetidamente que a Turquia não deve ser alvo de condições diferentes das exigidas aos outros candidatos – no que é apoiado pelo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e pelo presidente cipriota. No entanto, Tassos Papadoupoulos espera que a Turquia reconheça de facto a República de Chipre. Esta é uma das principais condições contidas no texto holandês. O chefe da diplomacia turca inverteu, pois, a ordem dos factores: primeiro as negociações, depois o reconhecimento de Chipre. Outra condição contida no documento é a manutenção de restrições permanentes aos trabalhadores turcos. O texto prevê ainda que as negociações sejam suspensas se um terço dos Estados considerar que as reformas de Ancara não estão a ir no bom caminho. A proposta da presidência holandesa, que deverá servir de base de trabalho para a Cimeira Europeia de Dezembro, é mais restritiva do que o relatório da Comissão. Em Outubro, Bruxelas publicou um texto no qual recomenda a abertura das negociações com a Turquia, desde que as reformas continuem a ser implementadas. Segundo o texto holandês, a adesão da Turquia não se efectuará antes da aprovação do orçamento comunitário para 2014-2020. Mas o documento, que será discutido, na quarta-feira, pelos embaixadores dos Vinte e Cinco, deixa em branco dados importantes, como “se” e “quando” as negociações terão início.
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