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Os atentados de 11 de Março segundo José Maria Aznar

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Os atentados de 11 de Março segundo José Maria Aznar

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A ETA continua a ser a principal suspeita dos atentados de 11 de Março, para José Maria Aznar. Frente à comissão parlamentar que analisa as circunstâncias dos ataques, o antigo primeiro-ministro espanhol defendeu uma investigação às relações entre o grupo separatista e o terrorismo islâmico.

Uma tese refutada no entanto por todos os peritos ouvidos até agora pela Comissão. Ao início de uma audição que deverá prolongar-se durante todo o dia, Aznar negou ter manipulado a informação relativa aos atentados, afirmando que sebaseou nos dados fornecidos pela polícia para acusar a ETA. O agora presidente honorário do PP acusou por seu lado “as pessoas”, que segundo ele, “intoxicaram a opinião pública, apoiando uma grave alteração das regras eleitorais na tarde de 13 de Março”. Respondendo pelas acções tomadas pelo seu governo nas sessenta horas que distanciaram os atentados das eleições legislativas, nas quais o seu partido foi derrotado, voltou a sublinhar que também não negligenciou eventuais ameaças do terrorismo islâmico. No entanto, o jornal “El Pais” publica hoje um artigo onde refere que o governo teria tido conhecimento em 2001 da existência dos explosivos que alegadamente foram utilizado no atentado. 191 pessoas morreram e mais de 1900 ficaram feridas. A oposição acusa Aznar de ter apontado a ETA como responsável pelo atentado, quando os primeiros dados da investigação indicavam a responsabilidade de grupos islâmicos nos ataques. Uma hipótese que poderia afectar a imagem do governo, criticado pela decisão de intervir no Iraque, nas vésperas das eleições legislativas de dia 14 de Março.