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Greve geral em Itália contra reformas fiscais de Berlusconi

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Greve geral em Itália contra reformas fiscais de Berlusconi

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Pela primeira vez em Itália, patronato e sindicatos aderem em conjunto a uma greve para protestar contra as reformas fiscais anunciadas por Berlusconi para 2005. Mais de setenta cidades deverão aderir ao protesto que promete paralisar transportes públicos, fábricas, bancos e linhas aéreas. As principais manifestações estão marcadas para Turim, Roma e Veneza.

Os sindicatos esperam que cerca de um milhão de pessoas adira à paralisação convocada para protestar contra a anunciada redução de mais de 6 milhões de euros na carga fiscal dos italianos. Uma medida criticada pela oposição como eleitoralista, que beneficia apenas os mais ricos, que verão diminuído o seu escalão de contribuição. A Cofindustria, uma das maiores organizações patronais do país, declarou-se também contra a reforma fiscal que considerou ineficaz e demagógica. O Banco de Itália tinha-se já mostrado preocupado com a forma como a redução dos impostos poderá agravar ainda mais o défice orçamental ao diminuir as receitas do Estado. Na base da contestação dos sindicatos, o anúncio de Berlusconi de querer equilibrar a redução de impostos, com um corte orçamento dos próximos dois anos na área da função pública. Mais de 75 mil trabalhadores deverão ser despedidos. Apesar dos protestos que rodeiam a quarta e mais ampla greve geral contra Berlusconi, o primeiro-ministro registou uma subida de seis por cento da sua popularidade.