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Dia Mundial contra a SIDA: Discriminação é o grande obstáculo na luta à doença

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Dia Mundial contra a SIDA: Discriminação é o grande obstáculo na luta à doença

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Discriminação e estigmatização são ainda os principais obstáculos na luta contra a SIDA. Hoje, no dia Mundial contra a SIDA, relembram-se, sobretudo, as vítimas femininas.

África e Ásia são os continentes com o maior número de casos. Para além das dificuldades de acesso à medicamentos, na China, por exemplo, o grande obstáculo são as mentalidades e as crenças de que as pessoas infectadas devem ficar completamente afastadas da sociedade. O governo de Pequim aprovou este ano uma lei que proibe a discriminação, mas no terreno a legislação está longe de ser aplicada. Uma chinesa, que recusa dar o seu nome, diz ter sido infectada após um acidente de viação, com uma transfusão sanguínea. Fala do mau tratamento da família do marido que a considerava um monstro. Regressou então à casa dos pais, mas só raramente pode ver o filho. Os exemplos de discriminação de pessoas infectadas com o vírus HIV não faltam à Cruz Vermelha, que multiplica as acções na China, através de centros de informação, linhas telefónicas ou programas de rádio. Outras vezes, a estigmatização é feita também aos familiares. O exemplo chega de um rapaz, que não estando infectado, mas sofre a discriminação depois da mãe seropositiva se ter suicidado. Neste dia, a ONU chama a atenção para a gravidade da situação em todo o mundo, a ausência de uma estratégia de luta a longo prazo e coloca a SIDA ao lado do terrorismo na escala de ameaças para a segurança internacional.