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Dia Mundial contra a SIDA: Vírus matou 24 milhões de pessoas em 16 anos

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Dia Mundial contra a SIDA: Vírus matou 24 milhões de pessoas em 16 anos

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A SIDA já matou 24 milhões de pessoas em todo o mundo só desde 1988, ano em que se assinalou pela primeira vez o Dia Mundial Contra a Sida. Este ano a iniciativa tem o lema “As mulheres, as raparigas e a Sida”. A razão é simples: nos últimos anos o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) tem afectado sobretudo as mulheres.

O número de mulheres infectadas está em franca progressão em todas as regiões do planeta, constituindo, actualmente, cerca de metade dos 37,2 milhões de pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos e que vivem com o vírus. Dos 100% de doentes infectados ou portadores do vírus em África 60% são mulheres. No continente asiático, as mulheres constituem 56% dos doentes e na Europa de Leste, sobretudo na Rússia e na Ucrânia, o valor é de 48 por cento. Os números divulgados pela ONU/SIDA e pela Organização Mundial de Saúde (OMS)dão ainda conta do facto de as mulheres africanas infectadas constituirem 76% dos doentes com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos. O problema assume proporções extremamente graves. Em primeiro lugar, a transmissão de homem para mulher é duas vezes superior à transmissão contrária. Em segundo lugar, esta vulnerabilidade de ordem biológica acaba por repercutir-se nas crianças. É impossível determinar o número de portadores do vírus no continente africano. Só na África do Sul, sabe-se que há pelo menos 660 mil crianças com o vírus da SIDA.