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Portugal vai a eleições antecipadas

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Portugal vai a eleições antecipadas

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O governo de Pedro Santana Lopes não resistiu a mais uma crise após quatro meses de governação. O presidente da República, Jorge Sampaio, decidiu dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas, dois dias depois de uma nova crise aberta com a demissão do ministro do Desporto, Henrique Chaves.

Sampaio frisou, no entanto, que a sua decisão não teve a ver com a remodulação do ministro mas com a “apreciação global efectuada depois de 138 dias de governo” Uma benção para os partidos da oposição. O recém eleito secretário geral do Partido Socialista, José Sócrates diz-se pronto para “promover a mudança política e ganhar a confiança do portugueses” Francisco Louçã do Bloco de Esquerda considera que é já tempo que seja “dada aos portugueses a possibilidade da escolha como deveria ter sido feito há quatro meses”. Pedro Santana Lopes tomou posse como primeiro-ministro a 16 de Julho na sequência da demissão de Durão Barroso.

O novo governo deverá ser escolhido em Fevereiro. No próximo ano os portugueses serão chamados às urnas três vezes, legislativas antecipadas, referendo da Constituição europeia e autárquicas em Setembro, sem contar com as presidênciais em Janeiro de 2006.

No imediato resta saber quais são as consequências para os dossiês que ficam parados e para o Orçamento de Estado de 2005 cuja votação final está agendada para segunda-feira.