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"Sim" dos socialistas franceses à Constituição tranquiliza europeístas

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"Sim" dos socialistas franceses à Constituição tranquiliza europeístas

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Os defensores da Constituição Europeia podem respirar de alívio. Os socialistas franceses, no refendo interno, disseram “sim” à Magna Carta europeia. O debate dividiu o partido. De um lado, o número dois do PS francês, Laurent Fabius, que recusava o liberalismo contido no texto. Do outro, o líder socialista, defensor dos progressos contidos no documento.

François Hollande, agora, só espera o referendo nacional: “Peço ao presidente da República que organize o referendo no país, libertando-o de qualquer luta política interna, deixando, a este referendo, o seu único carácter, a Europa, e protegendo-o de qualquer tentação de instrumentalização que seria fatal para a própria consulta e para os que tiveram a iniciativa” Quarta-feira à noite, 80% dos 120 mil militantes socialistas foi às urnas. Quase 60% disse “sim” ao tratado constitucional. Foi o culmatar de três meses de campanha fraticida entre defensores e opositores do texto. O porta-estandarte do “não” não fez declarações à comunicação social após a publicação dos resultados. Laurent Fabius limitou-se a emitir um comunicado no qual admite a derrota. Mas, nas fileiras socialistas, há quem assuma a desilusão. É o que faz a eurodeputada Pervenche Bères: “Claro que eu teria preferido que o ‘não’ tivesse ganho. Penso que o resultado é claro. Tivémos uma enorme pressão dos media e os militantes expressaram a sua vontade de unidade no Partido Socialista.” O líder da bancada socialista no Parlamento Europeu, Martin Schulz, tem opinião contrária: “É um encorajamento para todos os europeístas e penso que isto vai aumentar as hipóteses de um ‘sim’ em Inglaterra.” A Grã-Bretanha é considerada um dos países mais eurocépticos mas, tal como nove outros Estados vai referendar o texto. A Constituição deverá ser ratificada pelos Vinte e Cinco – em referendo ou pela via parlamentar – até Novembro de 2006.