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Ucrânia: Acordo entre rivais mas com poucos avanços na práctica

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Ucrânia: Acordo entre rivais mas com poucos avanços na práctica

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Não há um acordo formal, mas o aperto de mão entre os dois rivais ucranianos permite pelo menos marcar novas negociações, após a decisão do Supremo tribunal. Segundo o acordo intermédio, apresentado ontem pelo presidente cessante Leonid Kuchma e obtido sob mediação internacional, a oposição ucraniana põe fim ao bloqueios dos edifícios governamentais e as duas partes aceitam volta a negociar e proceder a reformas constitucionais.

Tudo depende agora de quando será anunciada a decisão do Supremo Tribunal. Mas a situação está longe de ser pacífica. O governo e os deputados pró-Kuchma vão recorrer para o Tribunal Constitucional da decisão do Parlamento, que ontem aprovou a destituição do primeiro-ministro Viktor Ianukovic, e o candidato pró-Rússia apresentou também ele queixas por falsificação no escrutínio ao Supremo Tribunal. Apesar de tudo, a realização de novas eleições parece a hipótese mais provável. A União Europeia diz ser esta a única solução, mas o chefe da Política Externa da União Europeia, Javier Solana, um dos mediadores da crise, explica que antes do escrutínio é necessário reformar a Constituição e a lei eleitoral, o que pode demorar um mês. Entretanto, prossegue a mobilização dos apoaintes de Viktor Iushchenko. Milhares de pessoas receberam esta noite de forma eufórica a notícia da aprovação da moção de censura pelo Parlamento, que hoje se reúne novamente para avaliar as futuras reformas.