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Ucrânia ainda em crise já divide eurodeputados sobre eventual adesão

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Ucrânia ainda em crise já divide eurodeputados sobre eventual adesão

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O empenhamento da União Europeia na Ucrânia não deve terminar com a resolução da crise. Uma delegação de 11 eurodeputados desloca-se esta quinta e sexta-feira a Kiev, quando no Parlamento Europeu se vota um projecto de resolução que, entre outros aspectos, incentiva os Vinte e Cinco a apressarem a aprovação de um plano de acção para o país.

A ideia de uma possível adesão da Ucrânia essa divide já os eurodeputados. Para o italiano Lapo Pistelli, da Aliança dos Liberais e Democratas europeus, a Ucrânia ainda não tem a maturidade democrática e a resposta da Europa não deve passar pela adesão mas por relações especiais, nos próximos anos. A crise ucraniana tem na base as divisões entre duas políticas, uma de aproximação à Rússia, a outra à Europa. Para outros eurodeputados, como o antigo chefe da diplomacia polaca, o futuro da Ucrânia passa, indiscutivelmente, pela Europa e pela adesão. Bronislaw Geremek, também da Aliança de Liberais e Democratas europeus, afirma que “o se passou em Kiev é irreversível e não se pode abafar a sociedade ucraniana que acordou para a liberdade”. Geremek espera que a União Europeia não levante mais questões sobre a adesão”, faltando saber só quando e como. Há também quem tente acalmar os ânimos. O antigo comissário para o Alargamento, Gunter Verhuegen, diz que não se devem fazer promessas que depois não se possam cumprir e que a Ucrânia se encontra no início de um processo com um final ainda desconhecido.