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Pequim insiste no fim do embargo da UE à venda de armas

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Pequim insiste no fim do embargo da UE à venda de armas

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A China continua a pressionar a União Europeia para que levante o embargo à venda de armas, imposto após o massacre de Tianamen, em 1989. Pequim espera que, na cimeira UE-China da próxima semana, a Europa dê, pelo menos, “um sinal positivo”. A China considera que o embargo é “obsoleto e discriminatório” e garante que não pretende comprar armas à Europa, mas sim melhorar o nível de vida da população.

Os Estados Unidos pressionam a Europa para que não abra mão do embargo. Receiam um avanço da China contra Taiwan. Mas os próprios ministros dos Negócios Estrangeiros dos Vinte e Cinco estão divididos. Países nórdicos e Reino Unido não querem o fim do embargo enquanto os direitos humanos não forem totalmente respeitados. França e Alemanha são os principais defensores dos desejos chineses. Entretanto, a China negou estabelecer uma ligação entre o fim do embargo e a eventual compra do Airbus A380. A Europa espera que Pequim encomende os aviões gigantes, mas o negócio não se concretizou nem durante a viagem do presidente francês, Jacques Chirac, à China, em Outubro, nem durante o salão aeronáutico de Zhuhai, no mês passado.