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Ucrânia de olhos postos no Supremo Tribunal em dia decisivo

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Ucrânia de olhos postos no Supremo Tribunal em dia decisivo

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Dentro de horas o Supremo Tribunal ucraniano vai anunciar o veredicto sobre as eleições, ou seja: validar ou não os resultados da segunda volta das presidenciais que deram a vitória ao candidato do regime, Viktor Ianukovich. Mas nos corredores da política nacional a movimentação é agitada, assim como fora deles. Os partidários da oposição liderada por Iushenko mantêm-se na rua. Os dois candidatos não escondem a expectativa com que aguardam a decisão judicial.

Apesar de estarem ambos de acordo quanto à necessidade de novas eleições, discordam na forma. Iushenko compara o processo a um campeonato de futebol. “Quando há um empate numa final, o encontro é decidido com “penalties”, não se repete o jogo”, afirmou. Mas o actual primeiro-ministro, candidato do regime, quer eleições de raíz, ou seja, anular tudo e voltar ao princípio. Nem Ianukovich, nem o presidente cessante Leonid Kutchma partilham da regra desportiva apresentada por Iushenko. A oposição quer a repetição da segunda volta o mais depressa possível para aproveitar a onda de entusiasmo do eleitorado, que para já lhe parece dar a vitória. Kutchma, que esteve reunido umas horas com o presidente russo para debater a crise, afirmou que é a favor da repetição total das presidenciais, tal como Moscovo. Este cenário favorece Ianukovich. Para além disso Kutchma está disposto a demitir o primeiro-ministro e a fazer reformas constitucionais que reforçam o poder do chefe do executivo. Uma forma de deixar Iushenko entre a espada e a parede.