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Hungria vota atribuição da nacionalidade magiar aos cidadãos da diáspora

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Hungria vota atribuição da nacionalidade magiar aos cidadãos da diáspora

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Ao longo de todo o dia, a Hungria foi chamada a aprovar em referendo uma reforma legislativa que visa conceder a nacionalidade magiar aos cidadãos de origem húngara que vivam fora do país.

O escrutínio suscitou pouca participação pela parte dos eleitores, mas dividiu radicalmente a classe política. O primeiro-ministro socialista Ferenc Gyurcsany é contrário à aprovação da medida. O ex-comunista teme os custos para os cofres do estado, estimados em qualquer coisa como 2,1 mil milhões de euros, que poderá representar o afluxo em massa de imigrantes, ansiosos por possuir um passaporte da União Europeia. Já o líder da oposição de centro-direita, o antigo primeiro-ministro Viktor Orban clama pelo sim e pela aproximação cultural entre os húngaros e os cerca de cinco milhões de cidadãos da diáspora. Os países vizinhos, com especial incidência para a Roménia onde está a maior comunidade húngara no estrangeiro, criticam a iniciativa, que consideram uma inadmissível e saudosista demonstração de nacionalismo. Após a Primeira Guerra Mundial, o Império Austro-Húngaro foi desmantelado. Com ele, a Hungria perdeu dois terços do território e sessenta por cento da população.