Última hora

Última hora

Europa disposta a manter embargo à venda de armas à China

Em leitura:

Europa disposta a manter embargo à venda de armas à China

Tamanho do texto Aa Aa

A União Europeia não vai, para já, levantar o embargo à venda de armas à China. Pequim esperava que o fim do embargo fosse declarado durante a Cimeira UE-China desta semana. No entanto, fonte próxima da presidência holandesa da União garante que isso não acontecerá. A Europa vai apenas dar um “sinal positivo” – isto é, que haverá um levantamento do embargo “a prazo”.

Wen Jiabao, primeiro-ministro chinês, garante que o país deseja o fim da proibição, não com o objectivo de comprar armas à Europa, mas sim porque se sente discriminado junto da comunidade internacional. Gerhard Schroeder está em visita oficial à China. O chanceler alemão defende o fim do embargo mas o assunto não é consensual, nem na Europa, nem na própria Alemanha. A França, um dos principais exportadores de armas da União, quer o levantamento do embargo. O governo italiano assumiu, esta segunda-feira, posição idêntica. Schroeder explicou a Wen Jiabao que, no parlamento alemão, há posições contrárias à sua. O Bundestag aprovou uma moção que prevê a manutenção do embargo. No entanto, o chanceler disse ao seu homólogo chinês esperar que, durante a Cimeira, a União dê um “sinal positivo” sobre o fim da proibição, decretada após o massacre de Tiananmen, em 1989. Na reunião desta quarta-feira, pouco deve mudar. Os países nórdicos mantêm a sua posição: opõem-se ao fim da proibição da venda de armas, em nome do respeito pelos direitos humanos no país. Recentemente, o Parlamento Europeu manifestou-se também contra o levantamento do embargo, enquanto a União não tiver preparado um código de conduta que obrigue a China a respeitar os direitos do homem. A Amnistia Internacional já pediu ao líderes da União que insistam nesta questão.