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A Ucrânia dividida entre a "espada" de Washington e a "parede" de Moscovo.

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A Ucrânia dividida entre a "espada" de Washington e a "parede" de Moscovo.

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Os dois grandes aliados da luta anti-terrorista continuam divididos pela crise política, no dia em que Collin Powell se deverá reunir com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, à margem da cimeira da OSCE na Bulgária.

No segundo dia da reunião da organização, o Secretário de Estado norte-americano cessante, afirmou que os Estados Unidos não pretendem pressionar a Ucrânia a decidir-se entre Leste e Oeste. “Apoiamos em conjunto o processo democrático em curso e procuramos juntos uma saída que reflita a vontade do povo ucraniano”. Powell não deixou no entanto de pedir a retirada dos militares russos da Moldávia e da Geórgia, sublinhando as preocupações com a liberdade de imprensa em Moscovo. Vladimir Putin, por seu lado, voltou hoje a acusar o ocidente de utilizar um “capacete colonial” e de estar pronto a “punir os seus opositores com mísseis e bombas como se passou em Belgrado. O presidente russo que tinha saudado a vitória fraudulenta de Ianukovitch, na segunda volta das presidenciais na Ucrânia, sugeriu ontem que a constituição de um país não pode ser modificada por uma determinada força política, deixando entender uma crítica às exigências da oposição ucraniana. Mas, e como Powell, o presidente russo não descurou o discurso diplomático ao afirmar ontem, de visita à Turquia, que está pronto a dialogar com o novo presidente ucraniano, independentemente da sua filiação ao governo ou à oposição.