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Ucrânia: Mediação internacional dá meia vitória a ambas as partes

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Ucrânia: Mediação internacional dá meia vitória a ambas as partes

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Quando tudo indicava que as negociações políticas na Ucrânia se iam saldar por um entendimento geral, eis que, ao fim de seis horas de reunião com os mediadores internacionais, os acordos ficaram pela metade.

Começando pelo que não gerou consenso: a oposição exigia que o presidente cessante, Leonid Kuchma, demitisse imediatamente o governo de Viktor Ianukovitch. Depois das primeiras indicações terem sido positivas, acabou por não acontecer. Por outro lado, Kuchma também não conseguiu a luz verde para as alterações constitucionais que pretende e que visam reduzir os poderes do chefe de Estado ucraniano. O homem da oposição, Viktor Iuschenko, veio explicar aquilo que ficou acordado, à multidão de apoiantes que aguardava o desfecho do encontro. A saber, hoje o Parlamento vai votar a reformulação da Comissão Eleitoral e as mudanças legislativas que vão dar outros moldes ao processo da eleição presidencial, para a tornar mais transparente e impossibilitar fraudes. Mudanças que consistem, por exemplo, em limitar o direito de voto à área de residência o que, até agora, era vago e permitia, segundo a oposição, falsificações. No meio de tudo isto, o contexto é cada vez menos favorável a Viktor Ianukovitch. O próprio Kuchma já veio colocar em questão a pertinência da participação do primeiro-ministro no sufrágio de 26 de Dezembro, denotando a fragilidade crescente da sua base de apoio. Mas este realçou que se mantém na corrida e nomeou mesmo um novo director de campanha, cujo prestígio é,sobretudo, reconhecido na parte Oeste do país.