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Embargo à venda de armas à China pode ser levantado em 2005

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Embargo à venda de armas à China pode ser levantado em 2005

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O sinal positivo foi dado: o embargo da União Europeia à venda de armas à China não foi ainda levantado mas para lá caminha. Na Cimeira UE-China, que decorreu esta quarta-feira, em Haia, na Holanda, os representantes europeus convenceram os parceiros chineses da sua vontade política de avançar no sentido do levantamento do embargo à venda de armas, decretado após o massacre da Praça de Tiananmen, em 1989.

A Cimeira foi considera positiva pelos dois blocos e o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, reafirmou que “o embargo é o resultado da guerra fria e não reflecte nem a situação actual nem a parceria entre a China e a União Europeia.” Antes de decretar o fim do embargo – o que poderá acontecer no próximo ano – a União vai querer garantias de que a China respeitará os Direitos do Homem. Isso mesmo deixou entender Jan Peter Balkenende, primeiro-ministro holandês e presidente em exercício da União: “Demos um sinal positivo, estamos a analisar a situação mas teremos em conta os elementos relevantes – como o código de conduta sobre a exportação de armas que, como todos sabemos, está relacionado com outras questões. De qualquer forma, demos um sinal positivo, estamos a trabalhar no assunto e, obviamente, há uma possibilidade mas nada está garantido.” A Cimeira, embora dominada pela questão do embargo, permitiu ainda a assinatura de acordos bilaterais e a discussão de assuntos económicos, como as quotas à exportação dos têxteis chineses, que serão suprimidas já em Janeiro.