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EUA: serviços secretos passarão pela maior reforma dos últimos 50 anos

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EUA: serviços secretos passarão pela maior reforma dos últimos 50 anos

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A Câmara dos Representantes norte-americana adoptou esta terça-feira a mais importante reforma do sector dos serviços secretos dos últimos 50 anos. A aprovação no Senado deverá ser feita esta quarta-feira. Uma mera formalidade que permitirá ao presidente George W. Bush promulgar rapidamente o texto.

No entanto, há quem defenda que a reforma devia ser aproveitada para endurecer os controlos da emigração. O republicano James Sensenbrenner afirma que a reforma “não garante a segurança nas fronteiras, deixando o país vulnerável a novos ataques terroristas.” A principal disposição é a criação de um posto de super-patrão do anti-terrorismo, que terá o título de Director dos Serviços Secretos Nacionais (DNI). Terá autoridade, nomeadamente orçamental, sobre 15 organismos que se dedicam à recolha e análise de informações secretas no país. O senador democrata Joseph Lieberman considera que a reforma ajudará “a evitar que se repita outro 11 de Setembro.” Os republicanos parecem estar, na maioria, de acordo. Norm Coleman defende que “os Estados Unidos estarão mais seguros, com a aprovação do texto.” A reforma foi proposta no Verão pela comissão de inquérito independente sobre os atentados de 11 de Setembro de 2001, e arduamente defendida pelas famílias das vítimas dos ataques. A CIA – principal agência dos serviços secretos – foi duramente criticada pela incapacidade de impedir os atentados, assim como pelas análises falsas sobre assupostas armas de destruição maciça do regime de Saddam Hussein.