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Ucrânia: Poder e oposição acusam-se mutuamente de impedir resolução da crise

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Ucrânia: Poder e oposição acusam-se mutuamente de impedir resolução da crise

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A cerca de duas semanas da repetição da segunda volta das presidencias, a Ucrânia está longe de ver um fim para a crise. Para além de não existirem avanços nas negociações, o Parlamento terminou a sessão de ontem sem votar dois textos fundamentais: a destituição da comissão eleitoral e as modificações à lei eleitoral.

Os deputados favoráveis a Leonid Kuchma querem incluir nas modificações legislativas a redução dos poderes do presidente. A oposição rejeita uma tal alteração constitucional, assim como os nomes propostos para a nova comissão eleitoral, por quase todos pertencerem ao actual órgão. Face à situação e à necessidade das reformas antes do escrutínio de 26 de Dezembro, ambas as partes se acusam mutuamente de tentarem bloquear o processo. Entretanto, o presidente Leonid Kuchma suspendeu o mandato do primeiro-ministro Viktor Ianukovich, para que este se dedique à campanha eleitoral. Mas a medida permite, sobretudo, suspender a destituição, exigida pela oposição e aprovada pelo Parlamento.