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Israel: Sharon autorizado a formar governo com os trabalhistas

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Israel: Sharon autorizado a formar governo com os trabalhistas

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Ariel Sharon obtém luz verde do Likud para formar uma coligação governamental com os trabalhistas, que lhe permitirá seguir em frente com o plano de retirada unilateral da Faixa de Gaza. Sharon conseguiu 62% de votos a favor da abertura de negociações com vista à formação de um governo de unidade. Uma mudança na atitude do Comité central que antes tinha impedido o primeiro-ministro de entrar em acordo com o partido de Shimon Peres.

O chefe de governo israelita conseguiu convencer a maioria dos 3 mil membros do Comité central, que a alternativa eram eleições antecipadas, e que estas seriam prejudiciais ao Likud. Há, claro está, quem continue em total desacordo com a aproximação aos trabalhistas. O porta-voz do colonato de Gush Katif considera “perigoso” e “estúpido” um acordo. Mas o sentimento generalizado entre o Likud é o de apesar das “divergências é importante não avançar para eleições antecipadas desnecessárias”. O plano de retirada de Sharon é apoiado pelo Ocidente e visto como mais um passo no caminho dum acordo com os Palestinianos. Negociações de Paz que receberam um novo impulso depois da morte, no mês passado de Yasser Arafat. A partir desta sexta-feira, Sharon vai tentar formar um governo com Shimon Peres, mas o primeiro-ministro não exclui a hipótese de negociar também com os ultra-ortodoxos. O Likud conta actualmente com 40 dos 120 deputados do Knesset. Sharon está em minoria desde o Verão, e perdeu o apoio restante no início do mês por divergências em relação ao orçamento. Um orçamento que terá de ser aprovado até ao fim do ano, caso contrário serão convocadas automaticamente eleiçõesantecipadas. Mesmo que consiga uma nova coligação, Sharon tem à espera tempos difíceis. Dum lado os trabalhistas que estão contra o orçamento, do outro os colonos judeus que prometem resistir por todos os meios à retirada de Gaza e que se manifestaram na Faixa de Gaza contra o voto do Comité central do Likud.