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Conselho Europeu discute abertura de negociações de adesão à UE da Turquia

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Conselho Europeu discute abertura de negociações de adesão à UE da Turquia

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Recep Tayyip Erdogan já está em Bruxelas, onde os chefes de Estado e de governo dos 25 deverão dar “luz verde” para a abertura de negociações de adesão da Turquia à União Europeia, no Conselho Europeu destas quinta e sexta-feira.

Antes de partir para a capital belga o primeiro-ministro turco reafirmou que Ancara “congelará” a candidatura à União se os 25 impuserem “condições inaceitáveis”. A Turquia, que tenta há 40 anos iniciar negociações, quer ser tratada como os outros candidatos e recusa a ideia, defendida pela Áustria, duma “parceria privilegiada”. Jacques Chirac também está contra uma “parceria privilegiada”, o presidente francês acha que os turcos jamais aceitariam essa solução. Chirac considera que a Europa e nomeadamente a França têm interesse em que a Turquia se junte à União, até porque rejeitar o país “representaria seguramente um risco de instabilidade, de insegurança nas fronteiras” da União “que é preciso evitar”. O Presidente em exercício da União Europeia encontrou-se Durão Barroso no final de um périplo por várias capitais. Jan Peter Balkenende considera que as negociações “só devem começar dentro de um ano” e não no primeiro semestre de 2005 porque países como a França não querem misturar a Turquia com a ratificação da Constituição Europeia. A Europa dos 25 deve dar o “sim” à abertura de negociações com a Turquia. Mas uma coisa é certa, para fazer parte do “clube”, como disse Durão Barroso, Ancara tem, mais cedo ou mais tarde, que reconhecer a República de Chipre.