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Uma porta entreaberta para a adesão da Turquia à União Europeia

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Uma porta entreaberta para a adesão da Turquia à União Europeia

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Um sim com muitas condições deverá saír do Conselho Europeu reunido hoje e amanhã em Bruxelas para discutir a abertura de negociações de adesão da Turquia à União Europeia. Um consenso que não oculta as profundas divisões sobre este tema. A poucas horas da reunião, a Áustria continua a colocar dúvidas relativamente ao respeito dos direitos humanos em Ancara, França quer ver reconhecido o genocídio arménio, e os cipriotas gregos não escondem a possibilidade de utilizarem o direito de veto a qualquer momento.

Tayyp Erdogan que se recusa a aceitar novas imposições da parte dos 25, anunciou que a União tem hoje a oportunidade de mostrar que não é um “clube cristão”. O presidente francês, Jacques Chirac, sublinhou ontem que o sim à abertura de negociações não supõe um sim à adesão da Turquia, referindo que, “o país terá que fazer esforços consideráveis nos próximos 10, 15 anos para adoptar os valores e regras europeias, modo de vida, direitos humanos e economia de mercado”. Apesar das dúvidas em torno da identidade e valores europeus de Ancara, o Parlamento de Estrasburgo deu ontem o primeiro passo a favor do “sim”, aprovando o início de conversações. O debate acalorado dos últimos dias deverá reiniciar-se em Outubro do próximo ano, caso os chefes de estado e de governo dos 25 decidam passar a Turquia à ante-câmara da União, ou seja, uma nova sala-de-espera.