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França: Libertação de reféns lança questões na opinião pública

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França: Libertação de reféns lança questões na opinião pública

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Para que a saga de Georges Malbrunot e Christian Chesnot tivesse um desenlace feliz, muito trabalho de negociação teve de ser feito.E apesar das autoridades francesas desmentirem o pagamento de um resgate, surgem inúmeras questões em torno da libertação dos jornalistas após quatro meses de cativeiro. Agora, tem lugar a alegria do regresso, depois do sequestro e do temor pela vida durante 124 dias.À chegada a Villacoublay e diante dos familiares, mas também do presidente Jacques Chirac e do primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin, Georges Malbrunot contou os primeiros momentos após o rapto: “Jogámos imediatamente a nossa carta: jornalistas franceses. A França não tem tropas, nem empresas no Iraque. A França estava contra a guerra, teve uma posição bastante dura contra a ocupação, por isso, compreendíamos a resistência. Quando se verifica uma ocupação ilegal, há resistência. Demonstrávamos desta forma a nossa atitude”, explicou o jornalista do Le Figaro.

Quanto à iniciativa individual do deputado Didier Julia em Setembro, Malbrunot não poupa críticas: “Houve uma falsa tentativa de libertação a 22 de Setembro criada por impostores e mitómanos que vivem em França… Estou escandalizado com o comportamento da pessoa citada. Aquilo que fez foi brincar com a vida de dois compatriotas e isso não merece senão desprezo”. A oposição já prometeu inquirir exaustivamente o governo sobre a forma como decorreram as negociações que levaram à libertação dos dois jornalistas.