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Putin defende nacionalização da principal unidade de produção da Iukos

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Putin defende nacionalização da principal unidade de produção da Iukos

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A defesa da nacionalização de interesses energéticos; o elogio dos resultados da economia russa; o alerta contra as manifestações anti-Rússia na Ucrânia e no resto da antiga União Soviética, que podem mergulhar a região no caos; a insistência no facto das eleições no Iraque serem uma “farsa”, dada a “situação de ocupação total do país. Foram estes os pontos fortes da conferência de imprensa anual do presidente russo.

Segundo Vladimir Putin, na compra da principal unidade de produção da Yukos o Estado está apenas a defender os seus interesses legítimos: “Na minha opinião foi tudo feito no quadro das regras/leis do mercado. Como já disse, as empresas estatais, detidas na totalidade pelo Estado, podem, como qualquer outra, participar neste tipo de leilão. Elas exerceram apenas esse direito”. A Rússia é o primeiro destino de Victor Iuschenko, caso seja eleito presidente da Ucrânia. Putin respondeu com um aviso: “Ainda é cedo para dizer quem será o vencedor. Qualquer que seja a decisão tomada será bem vinda e vamos trabalhar em conjunto com o novo presidente da Ucrânia. Mas queremos sublinhar isto; esperamos que na nova equipa de Iuschenko não haja quem traduza as suas ambições politicas em slogans anti-russos e sionistas. É absolutamente inadmissível”. Durante as duas horas da conferência de imprensa, Vladimir Putin também reagiu às recentes mudanças nas antigas repúblicas soviéticas, nomeadamente na Geórgia e na Ucrânia: “Obviamente é um assunto a que temos de prestar atenção para ajudar nos processos democráticos. Mas se o caminho das revoluções permanentes for o escolhido, nada de bom sairá daí para as nações envolvidas. Isto conduziria a conflitos eternos em todo o território da antiga União Soviética. Fazer isso traria sérios problemas”. Putin destacou ainda o crescimento da economia e o saldo positivo da balança comercial russa, em 2004, não esquecendo a melhoria do rendimento per capita nos últimos cinco anos. Concorrer a um terceiro mandato está fora de questão para o presidente russo.