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"Terceira volta" das presidenciais na Ucrânia

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"Terceira volta" das presidenciais na Ucrânia

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À terceira é de vez, diz o ditado que todos desejam se prove certo este domingo quando a Ucrânia for mais uma vez às urnas para tentar eleger o sucessor de Leonid Kuchma.

Está tudo a postos para que a repetição da segunda volta decorra em toda a transparência e seriedade. Até o perigo das eleições serem de novo impugnadas parece afastado depois do Tribunal Constitucional ter considerado inconstitucional a emenda à lei eleitoral que proibia o voto no domicílio a todos os cidadãos, à excepção dos inválidos. As procurações e os votos no domicilio tinham sido identificados como as principais fontes de fraudes que levaram a anulação da segunda volta. Estas eleições na Ucrânia já entraram no livro dos recordes dos processos democráticos: nunca uma campanha eleitoral tinha durado 175 dias; a vigilância também é a maior de sempre – mais de 12 mil observadores de 31 países. Na apresentação dos candidatos afixada, em todas as assembleias de voto, surge a foto de Yuschenko ainda antes do envenenamento com uma dioxina. O candidato da oposição é desta vez o vencedor anunciado em todas as sondagens. Num país onde o salário médio na função publica é inferior a 80 euros gastaram-se quase 150 mil na árvore de Natal erguida na Praça da Independência em Kiev, o quartel-general da apelidada “revolução laranja”. Do lado azul, o ainda primeiro-ministro, Victor Yanukovitch conta com o apoio do Leste do país e apesar de já ter admitido implicitamente a derrota, avisou que o seu rival terá de negociar um acordo se não quiser ser “presidente só duma parte da Ucrânia”. Agora têm a palavra os mais de 37 milhões e meio de eleitores ucranianos.