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Seguradoras pagam pouco pela tragédia

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Seguradoras pagam pouco pela tragédia

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A catástrofe que assolou a Ásia, no domingo, foi um dos maiores desastres naturais de sempre mas, para as seguradoras, os efeitos foram bem mais reduzidos do que se previu inicialmente.

Isto tem uma explicação simples. Nas zonas atingidas, a população é maioritariamente pobre e não estava coberta por qualquer seguro. Apenas os empreendimentos turísticos de empresas ocidentais estavam segurados. As grandes empresas mundiais deste sector estavam pouco expostas, nesta região do Globo. Para se ter uma ideia, o custo económico desta catástrofe foi de 10 mil milhões de euros, ou seja, um terço do que custou o furacão André, que varreu a Flórida em 1992, e 13 vezes menos que o custo do terramoto de Kobe, no Japão, em 1995. Uma boa definição foi dada pela re-seguradora suíça Swiss Re, que diz, num comunicado, “o fardo para as seguradoras é inversamente proporcional ao drama humano e aos estragos”. Esta mesma seguradora afirma que vai pagar menos de 100 milhões de francos suíços, ou 65 milhões de euros, pela tragédia. As notícias estão a causar uma recuperação nos títulos do sector, que têm vindo a caír desde a tragédia. No entanto, uma coisa é o custo para a alta finança, outra é a dimensão do impacto na economia dos países atingidos. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), por enquanto é impossível avaliar as verdadeiras consequências económicas do sucedido.