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Diminui esperança de encontrar vivos milhares de turistas desaparecidos

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Diminui esperança de encontrar vivos milhares de turistas desaparecidos

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Cinco dias após a catástrofe, diminui a esperança de encontrar com vida os milhares de estrangeiros desaparecidos e de dar uma identidade a todos os corpos encontrados.

Na Tailândia morreram mais de 2200 turistas, o que representa metade dos mortos confirmados. Milhares estão desaparecidos, entre eles oito portugueses. Incontactáveis estão ainda 11. A França é agora o país europeu com maior número de vítimas mortais: 117. Portugal envia hoje médicos legistas, mas as equipas que se encontram já no terreno têm a tarefa complicada pelo avançado estado de decomposição dos corpos, guardados em morgues improvisadas. Luba Matic é um médico legista voluntário e explica que alguns sinais, como tatuagens ou objectos podem ajudar a identificar o corpo mas, na maioria dos casos, devido à putrefacção, os sinais distintivos desapareceram e é mesmo difícil determinar o sexo do cadáver. Segundo as autoridades, será necessário recorrer a testes ADN e de dentição e levará muitos meses para identificar as vítimas. Coloca-se, pois, o problema sobre o que fazer com os cadáveres. Diversos países pedem a conservação dos corpos. Por exemplo, a família da única vítima neo-zelandesa registada até agora resolveu cremar o corpo, após uma cerimónia fúnebre no templo favorito da vítima, a viver há mais de uma década na Tailândia.