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Mundo une-se num esforço humanitário histórico

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Mundo une-se num esforço humanitário histórico

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Palco de uma das maiores catástrofes naturais de que há memória, o Sudeste Asiático é agora alvo de uma campanha humanitária histórica.

Todas as nações do mundo se mobilizam. Um responsável polaco afirmou que durante anos o seu país recebeu ajuda internacional e que agora é altura da Polónia “começar a ajudar os outros”. Uma ajuda vital para a região devastada, que é canalizada não só pelos diferentes países mas também por organismos como o Programa Alimentar Mundial, a Unicef ou a Assistência Médica Internacional, entre outros. Mas, para além desta ajuda “oficial”, são aos milhares os voluntários que se dirigem para o Sudeste Asiático, para ajudarem como puderem numa missão que promete ser difícil e morosa. Uma jovem médica italiana, integrada num grupo de voluntários provenientes de Pisa, afirmou que viajou até à região para ajudar as pessas afectadas pelo tsunami e que, até agora, tratou 150 pacientes, sobretudo, afectados por infecções e doenças de menor gravidade. Em zonas particularmente afectadas, como a costa tailandesa, equipas internacionais juntam-se a milhares de habitantes numa corrida contra o tempo. Torna-se cada vez menos provável encontrar sobreviventes entre os escombros e os cadáveres deterioram-se rapidamente, dificultanto a identificação. Uma das principais preocupações é a reconstrução a longo prazo dos países afectados. Cinco milhões de pessoas estão desalojadas e é necessário recuperar infra-estruturas básicas, como estradas, postos de abastecimento deelectricidade, esgotos ou linhas telefónicas. Sob a égide das Nações Unidas, está prevista para 11 de Janeiro uma conferência internacional de países doadores, em Genebra. Um projecto visto com bons olhos pelo comissário europeu para a Ajuda Humanitária. Louis Michel lembrou que “depois de passada a fase de urgência inicial, é preciso não deixar arrastar o processo de reabilitação e reconstrução, pois a pressão emocional já não serámesma”. A ONU estima que serão precisos 1.200 milhões de euros para este esforço de recuperação.