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Vaga humanitária

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Vaga humanitária

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Ao mais grave terramoto das últimas décadas sucede-se o maior esforço humanitário de sempre. Milhares de toneladas de alimentos e medicamentos afluem ao sul e sudeste da Àsia, onde o saldo de vítimas do terramoto de domingo já se eleva a mais de 140 mil mortos.

A vaga de solidariedade responde ao apelo endereçado pelos governos dos países afectados e pela ONU. Entre os maiores doadores encontram-se países como a Suécia, Reino Unido, França ou a Austrália que perderam centenas de turistas na sequência do sismo que atingiu 8,9 de magnitude na escala de Richter. Cinco milhões de pessoas encontram-se desalojadas, ameaçadas pelo aparecimento de epidemias, uma situação de crise humanitária que levou o secretário-geral da ONU, Koffi Annan, a falar de “catástrofe global sem precedentes que exige uma resposta global também sem precedentes”. Uma conferência internacional de doadores deverá realizar-se no próximo dia 11 de Janeiro em Genebra. No dia 6 as consequências do terramoto deverão dominar os trabalhos da cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático, ASEAN. As dezenas de réplicas de pequena intensidade do terramoto têm atrasado os trabalhos de recuperação dos cadáveres, aumentando os riscos de aparecimento de epidemias. A situação mais grave ocorre na ilha de Sumatra, na Indonésia, a mais afectada pelo sismo, onde existe apenas um hospital para socorrer mais de meio milhão de vítimas, na sua maioria crianças.