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Sobreviventes tentam recomeçar vida sem nada e com um futuro incerto

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Sobreviventes tentam recomeçar vida sem nada e com um futuro incerto

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Quem sobreviveu ao tsunami enfrenta agora um futuro incerto e as doenças contagiosas que se propagam em campos de desalojados, por exemplo, da Índia e do Sri Lanka. Neste país, as chuvas torrenciais das últimas horas complicaram as já difíceis condições de vida.

Alguns sobreviventes aproximaram-se dos centros urbanos para conseguir ajuda rapidamente, mas a situação ameaça degradar-se. Sem comida e água, há o risco de confrontos e pilhagens. Há quem tente recomeçar a vida, mas a prioridade é ainda a busca de corpos. As mortes confirmadas rondam as 130 mil, mas a ONU garante que podem ultrapassar as 150 mil e que o número definitivo, esse, nunca será conhecido. A identificação é outros dos problemas. As equipas internacionais de médicos legistas recolhem o que possa ajudar a dar uma identidade ao cadáver. As nações afectadas pedem aos estrangeiros que não se desloquem à zona atingida para procurar milhares de turistas desaparecidos, entre seis mil e oito mil. Querem antes de mais que forneçam amostras de ADN e registos dentários que possam servir para identificar os milhares de corpos, que a decomposição já não permite reconhecer pelas fotos.