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Empresários do turismo tailandês cépticos quanto ao futuro

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Empresários do turismo tailandês cépticos quanto ao futuro

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À medida que se contam os números da tragédia, duas certezas começam a tomar corpo. A primeira é que a tsunami que varreu a Ásia foi uma das maiores catástrofes de sempre em termos de vidas humanas e estragos. A segunda é que os custos para as seguradoras são muito limitados, já que muitos dos afectados não tinham seguro.

Para ajudar à reconstrução das infra-estruturas turísticas do país, o governo da Tailândia ofereceu várias vantagens. Diz o ministro das Finanças, Somkid Jatuwsripitak: “Oferecemos vantagens de crédito e reduções fiscais. Fizemos já muito”. Khao Lak e Phuket eram as jóias da coroa para o turismo tailandês, um dos sectores mais importantes para a economia do país. O Estado faz agora um esforço para recuperar o sector. Muitos estão cépticos em relação às vantagens oferecidas pelo governo tailandês. É o caso de Giorgio Gomps, dono de um complexo turístico destruído pelo desastre. “Para mim, o importante é contar o que tenho aqui na Terra, e não o que tenho no Céu. Por enquanto não tenho nada. Tudo isto parece muito encorajador, mas eu estou céptico, porque sou realista. O dinheiro não vem do Céu, é feito aqui na Terra. Tenho pena”, diz. Depois da suíça Swiss Re, foi a alemã Munich Re, a maior re-seguradora do mundo, a afirmar que os custos da tragédia vão ser limitados. Para as seguradoras, o fardo é menos pesado que o de outros desastres recentes, como os ataques terroristas ao World Trade Center ou os furacões do ano passado. Muitos dos empreendimentos turísticos atingidos não estavam cobertos ou tinham apenas uma cobertura parcial, em termos de seguros, o que faz aumentar o cepticismo no sector, apesar de todas as promessas.