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Indonésia: ajuda começa a chegar a zonas remotas

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Indonésia: ajuda começa a chegar a zonas remotas

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A ajuda humanitária já começou a chegar às zonas mais remotas da ilha indonésia de Sumatra. É, sem dúvida alguma, a região mais afectada entre, pelo menos, 13 países que há oito dias enfrentava uma das maiores catástrofes naturais de sempre.

A catástrofe agora é humana. Já se contaram quase 100 mil mortos, só na Indonésia. Os sobreviventes andam meio perdidos, com fome, com sede, sem ter o que vestir. Olham para um vazio assombroso, onde nada ficou de pé. A devastação é tal de ordem que, em certas zonas, só os elefantes conseguem chegar. Removem escombros, levam alguma ajuda humanitária a locais onde qualquer meio de transporte aéreo ou terrestre não consegue alcançar. Os que tiveram a sorte de sobreviver, precisam de mantimentos, água potável e cuidados médicos que, apesar dos esforços, chegam a conta gotas. O presidente indonésio, Susilo Yudhoyono, elegeu Meulabo – a vila a Sul de Banda Aceh – como a mais crítica do país. O objectivo agora é tratar dos vivos. Militares, governos e principalmente organizações não governamentais não têm mãos a medir para tentar tornar o quotidiano menos doloroso a milhões de pessoas.