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Liberalizado o mercado mundial dos têxteis

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Liberalizado o mercado mundial dos têxteis

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O panorama dos têxteis mundiais cose-se este ano com novas linhas. Depois de 40 anos em vigor, acabaram a 1 de Janeiro as quotas de importações de tecidos para os países industrializados. Na prática, para os consumidores, isto significa que o preço dos artigos de confecção deve começar a baixar. Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico, uma família de quatro pessoas poderá economizar 270 euros anuais na compra de roupa.

A supressão das quotas foi decidida pela Organização Mundial do Comércio há 11 anos. Na altura, ninguém pensava que a China, a Índia e o Paquistão seriam os grandes beneficiários desta decisão, graças à mão-de-obra barata e aos tecidos de qualidade. O sector europeu dos têxteis tenta agora apostar na gama alta, para fazer face à ameaça asiática. Os grandes perdedores desta revolução comercial são o Bangladesh, a República Dominicana ou as Ilhas Maurícias, que não conseguem competir com a produção têxtil da Índia ou da China. O presidente da Federação Internacional dos Sindicatos Têxteis garante que, com as novas regras comerciais, 30 milhões de empregos estão em perigo, a nível mundial – 100 mil dos quais em Portugal.