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Crianças: Uma das principais preocupações no Sudeste asiático

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Crianças: Uma das principais preocupações no Sudeste asiático

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Enquanto prosseguem os esforços de reconstrução no Sudeste asiático, o futuro de milhares de crianças que perderam ou se separaram da família é incerto e preocupante. As organizações internacionais lançam o alerta, quando começam a multiplicar-se os relatos de raptos, violações ou tráfico de menores.

Casos como o de Kristian Walker, um menino sueco de 12 anos, que terá sido raptado do hospital tailandês onde se encontrava internado. O avô de Kristian afirmou não ter a certeza se o neto foi efectivamente raptado, mas prefere “essa hipótese à de que tenha sido assassinado porque, se foi sequestrado, existe ao menos a possibilidade de que esteja vivo”. As instituições humanitárias temem que redes de pedofilia e prostituição infantil se aproveitem da condição precária de milhares de crianças. A directora da Unicef, Carol Bellamy, afirmou que “o principal receio é que os menores sejam de certa forma escravizados, vítimas de abusos ou qualquer tipo de exploração”. As organizações lembram que muitos dos pedidos internacionais de adopção provêm de traficantes sem escrúpulos. Em países com um crescimento demográfico galopante, um elevado índice de pobreza e alguma facilidade em atravessar fronteiras, uma tragédia como a que varreu as costas do Sudeste Asiático veio facilitar o crescimento de redes de exploração infantil.