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Paris tenta descobrir o que aconteceu à jornalista do "Liberation"

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Paris tenta descobrir o que aconteceu à jornalista do "Liberation"

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Rapto, morte, acidente ou prisão: todas as hipóteses são colocadas pelas autoridades francesas após o desaparecimento de Florence Aubenas, no Iraque. A jornalista, de 43 anos, ao serviço do jornal “Liberation” desapareceu quarta-feira com o intérprete iraquiano, Hussein Hanoun al-Saadi. Foi vista pela última vez à saída do hotel em Bagdade.

Antoine de Gaudemar, director do jornal Liberation, afirma que declaram o estado de emergência para poderem fazer verificações e usar todos os meios ao dispor a nível local, tal como a embaixada francesa e as autoridades iraquianas e americanas. O ministério francês dos Negócios Estrangeiros tenta saber o que aconteceu à jornalista. A polícia iraquiana dá primazia à tese de rapto, mas neste momento, Paris prefere desaconselhar o envio de jornalistas para o Iraque. Christian Chesnot, é um dos dois jornalistas franceses libertados à duas semanas após quatro meses de cativeiro no Iraque. Chesnot diz que Bagdade e a região são zonas muito perigosas e que as pessoas envolvidas nos raptos encontram-se em Bagdade, deslocando-se entre os hotéis e as ruas. O outro repórter francês, Georges Malbrunot, fala das dificuldades em trabalhar nas zonas sunitas, pois os grupos armados procuram os jornalistas. Florence Aubenas chegou a Bagdade a 16 de Dezembro, mas o seu percurso profissional inclui zonas de conflito como Ruanda, Kosovo, Argélia e Afeganistão.