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Rainha Margrethe preside à inauguração da polémica Ópera de Copenhaga

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Rainha Margrethe preside à inauguração da polémica Ópera de Copenhaga

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A maior ópera da Escandinávia ergue-se num cais de Christianshavn em Copenhaga.

As opiniões em torno do edifício divergem, mas na Dinamarca ninguém fica insensível à obra de Henning Larsen, o arquitecto escolhido pelo mecenas Maersk McKinney Moeller para dirigir os trabalhos. Na pomposa inauguração do edifício de 41 mil metros quadrados, que custou mais de 300 milhões de euros, esteve presente a rainha Margrethe e a família real, bem como todo o governo.Construída em vidro, aço e mármore, a Ópera de Copenhaga pode acolher mais de 1400 espectadores e o fosso de orquestra tem espaço para 120 músicos. O resultado convenceu Nikolaj Hubbe, um dos bailarinos que se apresentaram na noite de estreia: “Esta é uma das mais belas salas de espectáculos em que já estive. Estar neste palco, para um artista, estar num palco é algo de mágico, tem um magnetismo especial e tenho de dizer que esta casa, este auditório é maravilhoso”. Porém, apesar da grandiosidade do espaço, as condições em que nasceu o edifício deixaram a desejar. De tal forma que, segundo a imprensa dinamarquesa, o arquitecto esteve a ponto de abandonar o projecto, tantas foram as ingerências do mecenas. Aliás, tal só não aconteceu, revela a imprensa, porque Henning Larsen embolsou 40 milhões de euros pelo trabalho.