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ONU quer sistema de alterna anti-tsunami no Índico

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ONU quer sistema de alterna anti-tsunami no Índico

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A Conferência Mundial para a Prevenção de Catástrofes Naturais começou hoje em Kobé, no Japão. O imperador Akihito acolheu os participantes de uma reunião marcada de longa data mas que ganhou novo significado depois do maremoto no Oceano Índico. A data marca o décimo aniversário do terramoto de Kobé que matou 6.433 pessoas.

Jan Egeland, o responsável das Nações Unidas pela ajuda de emergência, propôs aos cerca de três mil participantes, em representação de quinze países, que um décimo do dinheiro destinado à assistência de urgência seja antes aplicado em acções de prevenção. Uma das prioridades é a criação de um sistema de alerta anti-tsunami no Oceano Índico, à semelhaça daquele que existe no Oceano Pacífico. Um alarme do género teria evitado muitas das 175 mil vítimas mortais que o maremoto de 26 de Dezembro causou. Sobretudo nas costas do Sri Lanka, da Índia ou dos países africanos. Mas, além da tecnologia, a comunicação e educação das populações são outros dos obstáculos a ultrapassar. Na ocorrência de um maremoto é necessário fazer soar o alarme em zonas remotas e onde imperam sistemas de comunicação rudimentares. Finalmente, os habitantes dessas regiões precisam de saber o que fazer quando o alerta é desencadeado.