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Vladimir anuncia aumento de pensões mas não cala protestos de reformados

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Vladimir anuncia aumento de pensões mas não cala protestos de reformados

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A voz de Vladimir Putin juntou-se ontem às dos milhares de pensionistas russos que há mais de uma semana protestam contra o corte dos benefícios sociais aos mais desfavorecidos posto em prática pelo governo.

Criticando directamente o seu aliado, o primeiro-ministro Mikhail Fradkhov, Putin admitiu que “o governo e as regiões não cumpriram aquilo que tinham acordado, ou seja que as decisões tomadas não deviam prejudicar os mais necessitados”. Intercedendo em favor dos pensionistas, os mais afectados pela reforma em vigor desde o início do ano, Putin defendeu que o corte dos benefícios a nível de transportes públicos e serviços médicos deve ser compensado pelo aumento das pensões em cerca de 11 euros. Um aumento julgado insuficiente pelo partido comunista e pelos liberais do partido Iabloko que têm liderado os protestos nas ruas e no parlamento ao longo da última semana. As pensões rondam actualmente os 60 euros na Rússia, sendo consideradas desproporcionadas face ao custo de vida no país. O corte nos benefícios sociais herdados da época soviética é considerado pelo governo como vital para relançar a debilitada segurança social no país. Os analistas consideram que apesar das concessões de Putin a medida poderá inflamar ainda mais os protestos contra o primeiro-ministro, cujo governo largamente maioritário, deverá ser alvo de uma moção de censura no Parlamento.