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Fotos de sevícias britânicas no Iraque publicadas

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Fotos de sevícias britânicas no Iraque publicadas

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A Grã-Bretanha despertou para o escandâlo das sevícias a prisioneiros iraquianos ao segundo dia do julgamento marcial de três soldados. A imprensa britânica publicou as 22 fotografias que o tribunal ontem autorizou divulgar.

O cabo Daniel Kenyon e os primeiros-cabos Darren Larkin e Mark Kooley estão a ser julgados numa base militar britânica no norte da Alemanha. Os réus são acusados de agredirem civis iraquianos e de os obrigarem a simular actos sexuais num hangar em Bassorá, no sul do Iraque. A investigação foi desencadeada pela denúncia de um laboratório fotográfico que alertou a polícia britânica em Maio de 2003 depois de revelar as películas. Em Londres a classe política foi unânime na condenação destes actos. Para o primeiro-ministro a democracia não está imune a situações destas, mas quando elas acontecem os responsáveis são detidos e obrigados a prestar contas. Tony Blair insistiu no facto das acusações de maus tratos atingirem apenas uma pequena minoria entre os cerca de 65.000 soldados britânicos que já serviram no Iraque. Mas em Bassorá, onde está concentrado o grosso das tropas enviadas por Londres, os iraquianos estão revoltados. A percepção da presença britânica na região corre o risco de mudar. Alguns habitantes afirmam: “Vimos fotografias de abusos sobre prisioneiros iraquianos. Nós rejeitamos totalmente estas imagens. Nós somos iraquianos, como é possível vermos o nosso povo ser torturado desta forma?” No Iraque aguarda-se por isso a saída do julgamento. Um dos acusados confessou um dos crimes enquanto outro afirmou estar a obedecer a ordens superiores.