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França enfrenta nova onda de greves

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França enfrenta nova onda de greves

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Em França, o governo de Jean Pierre-Raffarin enfrenta uma forte mobilização social. Quase todos os sectores de actividade têm paralizações previstas. Uma dinâmica que começou na terça-feira com os funcionários dos correios e prossegue esta quarta-feira com os trabalhadores dos caminhos-de-ferro, da energia e de algumas especialidades do sector da saúde.

O dia para os utentes dos comboios tem sido complicado. A greve começou às 20 horas de ontem e prolonga-se até às 8 horas da manhã de quinta-feira. Os trabalhadores lutam contra a supressão de mais de 3.500 empregos, prevista no orçamento de 2005 e por melhores salários, enquanto os utentes queixam-se: “Eu estou farta de pagar um passe tão caro e nunca ter bons serviços. Ou são problemas técnicos, ou greves”, diz uma jovem. Para outra senhora “os trabalhadores devem defender os seus direitos, mas não está correcto que sejam sempre os utentes a pagar as consequências”. Como consequência entre 60% a 84% das ligações de comboio foram suprimidas. Circulou apenas um em cada três comboios de grande velocidade e um em cada quatro comboios de longo curso. Nas ligações suburbanas de Paris apenas entre 16% e 40% do tráfego foi assegurado. Em greve estão também os cirurgiões do serviço público e os trabalhadores da companhia estatal de electricidade e gás, EDF-GDF. Perto de 70% dos cirurugiões dos hospitais públicos aderiram a esta greve. A classe exige a reorganização dos serviços e aumentos salariais de 15%. Esta quinta-feira é a vez de pararem os funcionários públicos. Uma greve que deverá atingir particularmente o sector da educação. Para além dos protestos sectoriais, as principais centrais sindicais francesas têm prevista uma acção de luta nacional para o dia 5 de Fevereiro.