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Zapatero aceitará diálogo com a ETA "se as armas se calarem"

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Zapatero aceitará diálogo com a ETA "se as armas se calarem"

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O primeiro-ministro espanhol não alimenta ilusões nem prognósticos quando o tema em discussão é o combate contra a violência da ETA. Entrevistado ontem pela televisão pública espanhola, TVE, um dia depois do mais recente atentado da organização separatista basca, Jose Luis Rodriguez Zapatero admitiu que aproveitará qualquer hipótese de diálogo, mas que para isso a ETA terá que “silenciar as armas e condenar a violência”.

Comentando os rumores que referiam uma eventual negociação de tréguas entre Madrid e a ETA, Zapatero afirmou que “as informações de que dispõe o governo limitam-se aos factos que vão ocorrendo”. “Se existir a mínima oportunidade, e à semelhança do que fizeram outros governos o meu executivo tentará levá-la a bom termo. Mas basear-me-ei apenas em factos e na informação recolhida pelo governo, que tem que se pautar antes de mais pela discrição e pela responsabilidade”. O atentado de terça-feira na localidade basca de Getxo, foi justificado pelolíder do braço político da ETA, Arnaldo Otegui, como um sinal de que o conflito continua e de que até agora não foi acordada qualquer trégua pelo que “novos ataques poderão ocorrer”. Um carro armadilhado com 40 quilos de explosivos deflagrou num bairro residencial habitado por empresários, ferindo ligeiramente um polícia. Num artigo publicado hoje no diário independentista “Gara”, Otegi afirmou que novos atentados poderão ocorrer, mas que a ETA está disposta a superar o conflito e a iniciar um processo de paz. A atitude de Madrid face à situação no país basco, baseia-se agora em dois eixos, por um lado a firmeza contra o terrorismo, por outro a abertura para umo debate político em torno do reforço da autonomia da região, mas sem plano Ibarretxe.