Última hora

Última hora

Rotschild compra 37% do Libération

Em leitura:

Rotschild compra 37% do Libération

Tamanho do texto Aa Aa

Se o filósofo Jean-Paul Sartre soubesse desta notícia, provavelmente daria uma volta no túmulo. O diário francês de esquerda Libération, que ajudou a fundar, está prestes a cair nas mãos do magnata Edouard de Rotschild.

Os jornalistas aceitaram a proposta, que inclui uma injecção de 20 milhões de euros. Em troca, o grupo de Rotschild comprometeu-se a não interferir na linha editorial do diário. O milionário vai passar a deter 37 por cento do capital do Libération. A quota da cooperativa dos jornalistas e outros funcionários passa de 36 a 19 por cento. 17 por cento fica nas mãos do grupo cinematográfico Pathé e o resto disperso por outros accionistas. O dinheiro trazido por Rothchild é visto, por muitos, como a única saída para a crise financeira que o jornal está a enfrentar – uma crise que se estende a todos os diários franceses, vítimas da concorrência dos jornais gratuitos e da Internet. O “Libé”, como é conhecido, foi fundado em 1973 por um grupo de filósofos e militantes maoístas. Inicialmente, era um jornal sem publicidade e fortemente conotado com a extrema-esquerda. Ao longo dos anos, a linha editorial foi-se transformando e o “Libé” é hoje um diário de referência.