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Política alemã em pé de guerra contra extrema-direita

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Política alemã em pé de guerra contra extrema-direita

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A classe política alemã reagiu com dureza ao comportamento dos deputados da extrema-direita da Saxónia que, na sexta-feira, abandonaram o hemiciclo para não fazerem parte do minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos crimes nazis.

O parlamento da Saxónia é um de dois hemiciclos dos 16 da federação alemã a contar com representantes da extrema-direita. Otto Schilly, ministro germânico do Interior, já disse que “os partidos democráticos deviam reunir-se para analisar como lidar com esta situação embora, de momento, não saiba bem como banir o partido NPD”. Os deputados do NPD em causa, doze, regressaram ao parlamento depois do minuto de silêncio. O seu líder acabou por justificar o gesto com o facto de o hemiciclo não ter previsto um minuto de silêncio em nome das vítimas dos bombardeamentos dos Aliados, entre elas as de Dresden, em 1945. Foi o suficiente para os outros deputados, não da extrema-direita, abandonarem a sala. Reaviva-se na Alemanha o debate sobre a presença da extrema-direita na vida política activa do país. Há dois anos tentou-se banir formações políticas do género, sem sucesso.