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Bombas silenciam campanha eleitoral no Iraque

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Bombas silenciam campanha eleitoral no Iraque

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A três dias da primeira eleição democrática no Iraque, as armas continuam a falar mais alto do que os argumentos políticos. Desde ontem à noite que pelo menos treze edifícios públicos foram alvo de ataques bombistas na província de Salahedinne, a norte de Bagdade.

Os atentados, reivindicados pelo grupo armado do jordano Abu Musab Al-Zarqawi,visaram instalações que no domingo deverão acolher assembleias de voto. A declaração de guerra às eleições lançada pelo grupo ligado à Al-Qaida que promete colocar atiradores furtivos nas ruas durante as eleições, intimida para já os candidatos ao sufrágio. Em Sadr City, o bairro xiita de Bagdade, assim como noutras regiões apenas os candidatos xiitas ousam fazer campanha, refugiados no interior das mesquitas e aproveitando-se do protagonismo do chefe de estado e do primeiro-ministro. Entre as excepções à regra encontra-se Sharif Ali Bin Hussein. O pretendente ao trono do Iraque que se apresenta como candidato ao sufrágio pelo Movimento para uma Monarquia Constitucional, afirma que, “a solução para o problema de segurança no país passa por um governo iraquiano apoiado pelo povo e ao serviço do povo”. Ao favoritismo dos xiitas no sufrágio contrapõe-se o boicote proposto pela comunidade sunita que alega que a actividade das guerrilhas no triângulo sunita intimida os eleitores locais. Em Tikrit, antigo bastião de Saddam Hussein, um habitante afirma que “a cidade só se vai deslocar às urnas quando forem garantidas condições de segurança aos eleitores”. Esta manhã registaram-se pelo menos dois atentados bombistas na cidade, que provocaram pelo menos um morto e vários feridos. Do lado xiita, a mobilização dos eleitores é garantida pelos incitamentos realizados nos últimos dias pelos líderes religiosos, como o carismático Ayatollah Ali-Sistani.