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Madrid: Emilio Botin no banco dos réus

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Madrid: Emilio Botin no banco dos réus

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O patrão do banco Santander Central Hispano, Emilio Botin, sentou-se esta manhã no banco dos réus em Madrid, mas por pouco tempo. A audiência acabaria por ser adiada para segunda-feira. Botin deverá responder pelas acusações de desvio de fundos e gestão desleal.

À chegada à Audiência Nacional, o presidente do maior banco da zona euro em capitalização bolsista não quis falar sobre o processo, afirmando que vai deixar o tribunal pronunciar-se. A justiça vai ter que se pronunciar sobre um caso de indemnizações chorudas a dois antigos quadros dirigentes do Santander Central Hispano. Segundo a acusação, Emilio Botin terá pago 164 milhões de euros de prémios de reforma a um ex-presidente, José Maria Amuzategui e ao seu braço direito, José Angel Corcostegui, em 2001 e em 2002, respectivamente. A queixa foi apresentada por dois accionistas, um deles um antigo vice-presidente do Banesto que a administração do Santander despediu depois de ter adquirido o banco. Botin arrisca uma pena entre seis e doze anos de prisão. Os outros dois envolidos poderão ser condenados a penas que variam entre os quatro e os oitos anos de prisão.