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Desempregados na Alemanha ultrapassam os cinco milhões

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Desempregados na Alemanha ultrapassam os cinco milhões

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As piores previsões do governo alemão concretizaram-se: o país teve, no mês passado, o número de desempregados mais alto em mais de 70 anos. Desde a chegada ao poder de Adolf Hitler, em 1933, que a Alemanha não tinha tanta gente sem emprego.

Os números brutos passaram a barreira dos cinco milhões. No espaço de um mês, subiram em quase meio milhão. A taxa de desemprego cresceu mais de um ponto percentual, dos 10,8 para os 12,1 por cento. As províncias do Leste continuam a ser as mais tocadas. Nos “länder” da antiga RDA, a taxa de desemprego atingiu os 20,5 por cento, contra 9,9 por cento no resto do país. O ministro da Economia, Wolfgang Clement, diz que estes números excepcionais se devem, em parte, ao início do programa de emprego lançado pelo Governo, o Hartz IV, mas não deixa de defender estas reformas: “Cinco milhões de desempregados são cinco milhões de razões a favor da reforma do mercado de emprego e cinco milhões de razões para todos os que têm responsabilidades se juntem para combater o desemprego”. Os números reais são ainda maiores, já que cerca de um milhão e meio de cidadãos está a frequentar estágios subsidiados pelo governo. É o que se passa em várias cidades do Leste da Alemanha. Jan Bron, antigo assistente social de Leipzig, está sem emprego e vai ter que voltar à escola. “Nesta altura, a situação é muito má. Agora, vou ter que voltar à escola para aprender, mas será que ao fim de dois ou três anos conseguirei encontrar um emprego? Acho pouco provável”, afirma. Segundo as reformas postas em marcha pelo Governo de Gehrard Schröder, muitas pessoas que antes não contavam para os números do desemprego passaram a entrar nas estatísticas.