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Bush define prioridades no discurso do Estado da União

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Bush define prioridades no discurso do Estado da União

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Desde que assumiu o segundo mandato como presidente americano, George W. Bush já traçou, naturalmente, prioridades. Mas é no discurso do Estado da União que o conteúdo dessas prioridades costuma ser dissecado. Foi o que aconteceu esta noite. Bush abriu o discurso a louvar o sucesso das eleições do passado domingo no Iraque ou estas não fossem vistas como uma grande conquista pela Casa Branca.

O presidente declarou que os responsáveis americanos vão aumentar os esforços de preparação das forças iraquianas, para que estas possam defender o próprio país e garantir a sua liberdade. Bush não quis traçar, como pediram os Democratas, uma data possível para a retirada americana. O presidente destacou igualmente o avanço da democracia no Afeganistão e na Ucrânia. Por outro lado, relembrou que considera a Síria e o Irão uma ameaça para o mundo. Acabou por se concentrar no Médio Oriente. Disse que vai pedir ao Congresso 350 milhões de dólares para apoiar as reformas políticas e económicas palestinianas e afirmou que os Estados Unidos vão empenhar-se na promoção da paz entre dois Estados democráticos, o israelita e o palestiniano. A parte da mensagem de Bush dedicada à política interna focou, sobretudo, a ameaça de bancarrota da segurança social americana que motivou apelos ao recurso a reformas privadas.