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Geórgia de luto pela morte do primeiro-ministro

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Geórgia de luto pela morte do primeiro-ministro

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A Geórgia encontra-se em estado de choque pela morte inesperada do primeiro-ministro Zourab Zhvania. Ainda mal refeita do atentado terrorista de Gori, que há dois dias matou três polícias e feriu 15, esta antiga república soviética enfrenta ainda a tensão dos separatistas da Abcásia, Ossétia do Sul e Adjária, mas hoje é no luto que se revê. O corpo do chefe do governo foi encontrado sem vida, na madrugada de quinta-feira, em Tbilisi, no apartamento de um amigo. As primeiras informações recolhidas pelos investigadores dão conta de uma intoxicação por monóxido de carbono que se terá acumulado no sistema de ventilação, segundo confirmou o director geral de uma das principais companhias de gás do país.

O presidente Mikhail Saakachvili reuniu hoje o governo de emergência e acabou por anunciar que ele mesmo assumirá funções até à nomeação do novo primeiro-ministro, dentro de sete dias, que será provavelmente um colaborador próximo ou do círculo do influente ministro da Defesa. A morte de Zhvania foi “um duro golpe para a Geórgia e a perda importante de um amigo muito próximo, um conselheiro leal”, declarou Saakachvili. Há dois anos, os dois homens travavam juntos um duro combate político que culminou com a Revolução das Rosas e conduziu Saakachvili ao lugar de Eduard Chevardnaze, obrigado a demitir-se pela pressão popular. Zhvania tinha 30 anos quando se aliou a Eduard Chevardnaze, lembrou o antigo presidente, e foi um seu fiel aliado, muito antes de se ter juntando ao movimento de oposição. Para as autoridades georgianas a sua morte foi “um trágico acidente”, embora haja vozes que levantem alguns pontos de interrogação. Zhvania era um político com muitos inimigos e com muitos dossiês complexos para resolver.